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A moda dos bichos…

Trecho do texto “A moda dos bichos” de Ivan Martins publicado na Revista Época em 19/09/2012.

“Além desses aspectos práticos da questão, há também os emocionais: será que um homem e uma mulher não se bastam numa casa? É preciso outros mamíferos para encher o espaço afetivo? Eu gosto de pensar que não. Prefiro achar que os casais têm muita coisa a fazer sozinhos ou na companhia dos amigos. Deprime imaginar que há dentro das nossas casas um reservatório de carinho que não está sendo empregado, e que teria de ser gasto com um bicho de estimação – cujo comportamento parece retribuir nossa afeição, embora na verdade não o faça. Tenho a impressão, inteiramente intuitiva, de que os bichos acabam virando muletas afetivas. Estão lá para tapar os buracos que a gente não está conseguindo preencher. São gostosinhos, mas podem estar nos empurrando na direção errada.”

E quem discorda?

O texto na íntegra está aqui…

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/09/moda-dos-bichos.html

Fonte da imagem: nucleopet.com.br

 

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O cachorro do Freud!

Freud tornou-se um admirador de cães já após os 70 anos, tendo uma série deles. Jofi, o cachorro da foto era, de acordo com os relatos, um Chow-Chow com alma “psicanalítica”. Diz-se sentava-se longe quando os pacientes chegavam ansiosos e ao lado dos pacientes que chegavam depressivos. E que, após cerca de 50 minutos de sessão, levantava-se, começava a movimentar-se inquietamente e a latir ao lado da porta!

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O Cão terapêutico

Em cidades como São Paulo, com o número de domicílios com apenas uma pessoa aumentando em progressão assustadora, com os custos ficando dignos de figurarem nos rankings mais non-sense, o indivíduo acaba contando com companhias “alternativas”. E uma companhia bastante comum é o cachorro, ou o cão terapêutico, como gosto de chamar.

Na semana passada cruzei no Brooklin com alguns dos milhares de cachorros que passeiam seus humanos em São Paulo e vi mais uma cena bastante comum. Uma humana idosa, sendo passeada por seu cão aparentemente igualmente idoso, dava broncas em voz alta, como se tivesse domando uma ninhada de crianças humanas. Falava com seu pequeno poodle como se ele estivesse de fato cometendo infrações seríssimas e a cada centímetro andado inadequadamente para o lado, lá vinha um sermão se sobrepondo ao que não havia sido terminado.

É bom ter bichinhos, eles podem de fato melhorar nosso dia-a-dia fazendo-nos sentir a companhia de uma vida que anseia por nossa presença. Mas não podemos substituir relações humanas. Não podemos substituir não termos filhos, não termos alguém ao nosso lado, não termos contato com os netos, não encontrarmos os amigos, não acharmos humanos interessantes. Se for isso, já pra análise.

Fonte: essaseoutras.com.br

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